Carlos Monte
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Maiores investimentos em energia
e uso crescente de fontes renováveis

Apresentada no dia 15 de setembro durante o VI Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros) pelo consultor e coordenador geral dos trabalhos técnicos do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", Carlos Monte, a proposta do Manifesto Cresce Brasil para a área de energia indica o montante de R$ 30 bilhões como o necessário para o setor.

Desse total, 80% seriam recursos públicos e 20% privados. Pensando num crescimento econômico anual de 6%, seria preciso, de acordo com o consultor, mais 6.458MW de potência, além da conclusão de todas as usinas já outorgadas ou em construção, que perfazem 27 mil MW - hoje, 87% enquadram-se no primeiro grupo, "principalmente devido à questão ambiental".

A despeito de ser imperioso haver elevação substancial na oferta de energia no Brasil, Monte observou que a situação nacional é mais confortável em nível mundial, "pela disponibilidade de fontes renováveis e por dominarmos essa tecnologia há algum tempo". Eis um ponto crucial, tendo em vista o processo de mudança de paradigma no setor, apontado por ele, em particular

"devido às restrições energéticas, no caso do petróleo e ambientais". Quanto ao combustível fóssil em questão, de acordo com sua preleção, a expectativa é de esgotamento das reservas em 40 ou 50 anos, talvez menos. "E o crescimento esperado da demanda por energia é de 100% até 2050", afirmou.

 

Alternativas

Assim, faz-se premente a utilização crescente de fontes renováveis não apenas no País, mas em âmbito global. Diante disso, Monte enumerou algumas alternativas apontadas pelo "Cresce Brasil". São elas: maior utilização de energia solar, estímulo à co-geração, construção de novos parques eólicos, redução da aplicação da eletrotermia , bem como incremento da geração proveniente da biomassa (palha, arroz, lenha vegetal, cana-de-açúcar) e do programa de

produção do álcool - que deve considerar também a energia elétrica decorrente dessa. Segundo ele, não se exige isso nos financiamentos que estão sendo aprovados.

E ainda, para neutralizar os impactos negativos do efeito estufa, "é imprescindível promover medidas para conservação energética e aumento de sua eficiência nos processos de produção, distribuição e consumo final".