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Projetos energéticos serão cada vez mais caros. O que fazer?

A disponibilidade de energia em suas variadas formas representa, em conjunto com a oferta de água potável e a preservação do meio-ambiente, um fator decisivo para assegurar o futuro da humanidade sobre a Terra.

O Brasil é privilegiado pela natureza em virtude da existência em seu território de abundantes recursos hídricos que constituem a base do seu sistema elétrico.

Além disso, a ocorrência de petróleo e gás em suas águas profundas permite entrever uma situação confortável de oferta, por muitos anos.

A insolação notável dos trópicos permite ainda incluir a biomassa como fator adicional não poluente que complementa esse quadro favorável.

Todavia, para atender à crescente demanda de energia e alavancar o crescimento econômico brasileiro a taxas altas e sustentáveis nos anos vindouros, será necessário desenvolver novos projetos energéticos, cada vez mais afastados nos centros de carga e portanto a custos crescentes.

Será preciso também tratar com seriedade a busca de maior eficiência energética, especialmente no uso das fontes térmicas, adotando-se por conseqüência severas medidas de conservação.

Sobre os autores

O trabalho técnico sobre Energia foi desenvolvido por Osório de Brito e Carlos Monte.

Brito é engenheiro eletricista, com pós-graduação em Engenharia Econômica, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1961.

Brito é diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética, onde exerce as funções de coordenador de projetos nos setores industrial, trabalhando nas fábricas da Nutrícia e da Fleischmann Royal, bem como em diversas instalações prediais. É também superintendente da Associação Fluminense de Co-geração de Energia, entidade que congrega fornecedores de combustíveis para a prática da co-geração, fabricantes de equipamentos, projetistas, prestadores de serviço especializados e investidores de unidades de co-geração localizados e operantes no estado do Rio de Janeiro.

Já atuou na Light Serviços de Eletricidade, na Companhia Brasileira de Energia Elétrica (hoje Ampla) e na Geotecnica, tendo participado de diversos projetos na África, como o de irrigação do vale do Limpopo (Moçambique) e o de implantação de um plano de energização da Guiné Equatorial.

Carlos Monte é engenheiro mecânico com pós-graduação em Engenharia Econômica, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962. Realizou diversos cursos de extensão destacando-se o de Administração Financeira pela FGV/RJ e o de Gestão de Empresas Elétricas no Centre d'Enseigment Superieur des Affairs na França.

No início de sua carreira, atuou profissionalmente em empresas dos setor privado nas áreas de projetos, construção industrial, isolação térmica e fabricaçnao mecânica, sempre exercendo funções de natureza técnica até o nível de gerência.

A partir de 1971 direcionou-se à área financeira, tendo ingressado no setor elétrico, no qual permaneceu por quasi 10 anos, trabalhando primeiro em Furnas, como controlador da companhia e depois na Eletrobrás, como chefe do departamento de recursos financeiros.

Retornou o setor privado em 1982 como diretor de desenvolvimento de novos negócios do o grupo Multiplic, do qual se afastou em 1986 para exercer o cargo de secretário-executivo do então Ministério da Previdência e Assistência Social na gestão do Ministro Raphael de Almeida Magalhães. A partir de 1988 constituiu a empresa Profin Consultoria e Eventos da qual é o sócio-gerente desde sua fundação.

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