Florianópolis

A matriz energética brasileira

A capacidade de um país de produzir novas tecnologias em geração de energia é estratégica para a economia do nosso mundo globalizado. O petróleo é uma fonte de energia que, além de não ser renovável, é vulnerável a diversos fatores, como a economia dos países produtores e conflitos internacionais. O Brasil é um dos poucos países que já apresenta fontes alternativas de energia como o gás natural e álcool.

Entretanto, num país em que 90% da eletricidade consumida é gerada por hidrelétricas, as chamadas fontes alternativas de energia sempre desempenharam um papel marginal. Esse quadro vem mudando rapidamente com a entrada em cena de sistemas que produzem eletricidade a partir da biomassa (qualquer matéria de origem vegetal), da luz solar e do vento. Além disso, o Brasil possui duas usinas de geração de energia a partir de urânio (Angra 1 e 2). E apesar da pressão de ambientalistas, a construção de Angra 3 pode tornar-se realidade.

Convém lembrar que, mesmo com a abundância de recursos hídricos, o país sofreu com o apagão da última década. O planejamento governamental de médio prazo prevê a necessidade de investimentos da ordem de R$ 6 a 7 bilhões/ano para a expansão da matriz energética brasileira, em atendimento à demanda do mercado consumidor.

Mas ainda há muitas questões que precisam ser respondidas:

  • O que o País está fazendo para incentivar a geração de novas fontes de energia?
  • E a energia eólica no Brasil?
  • Biodiesel é realmente uma alternativa?
  • Como fica a produção de carros bicombustíveis?
  • Utilização do bagaço de cana na geração de energia?
  • Ainda há algum risco de apagão?
  • Como estão os investimentos em novas redes de transmissão?
  • Quais as pesquisas existentes para o setor?
  • A questão ambiental está incluída?

Sobre os autores

O trabalho técnico sobre Energia foi desenvolvido por Osório de Brito e Carlos Monte.

Brito é engenheiro eletricista, com pós-graduação em Engenharia Econômica, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1961.

Brito é diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética, onde exerce as funções de coordenador de projetos nos setores industrial, trabalhando nas fábricas da Nutrícia e da Fleischmann Royal, bem como em diversas instalações prediais. É também superintendente da Associação Fluminense de Co-geração de Energia, entidade que congrega fornecedores de combustíveis para a prática da co-geração, fabricantes de equipamentos, projetistas, prestadores de serviço especializados e investidores de unidades de co-geração localizados e operantes no estado do Rio de Janeiro.

Já atuou na Light Serviços de Eletricidade, na Companhia Brasileira de Energia Elétrica (hoje Ampla) e na Geotecnica, tendo participado de diversos projetos na África, como o de irrigação do vale do Limpopo (Moçambique) e o de implantação de um plano de energização da Guiné Equatorial.

Carlos Monte é engenheiro mecânico com pós-graduação em Engenharia Econômica, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962. Realizou diversos cursos de extensão destacando-se o de Administração Financeira pela FGV/RJ e o de Gestão de Empresas Elétricas no Centre d'Enseigment Superieur des Affairs na França.

No início de sua carreira, atuou profissionalmente em empresas dos setor privado nas áreas de projetos, construção industrial, isolação térmica e fabricaçnao mecânica, sempre exercendo funções de natureza técnica até o nível de gerência.

A partir de 1971 direcionou-se à área financeira, tendo ingressado no setor elétrico, no qual permaneceu por quasi 10 anos, trabalhando primeiro em Furnas, como controlador da companhia e depois na Eletrobrás, como chefe do departamento de recursos financeiros.

Retornou o setor privado em 1982 como diretor de desenvolvimento de novos negócios do o grupo Multiplic, do qual se afastou em 1986 para exercer o cargo de secretário-executivo do então Ministério da Previdência e Assistência Social na gestão do Ministro Raphael de Almeida Magalhães.

A partir de 1988 constituiu a empresa Profin Consultoria e Eventos da qual é o sócio-gerente desde sua fundação.

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